
PARTE – I
Desde a última quinta-feira (22) a cidade de Galinhos localizada no litoral da costa branca, próximo a Guamaré, amanheceu sob o véu tóxico da fumaça negra que emana do seu lixão a céu aberto nas dunas da ilha, especificamente próximo ao farol.
Um lixo que queima diariamente sem dó nem piedade, atingindo indiscriminadamente a população não somente de Galinhos, mas também de Guamaré, devido o vento que tem trazido a fumaça tóxica a galope, e os primeiros moradores atingidos na cidade, estão sendo os que residem próximos a ponta da Miassaba e orla Aratuá.
A fumaça não apenas contamina o ar: ela denuncia um crime ambiental diante de um problema que só se alastra a cada dia. O lixão de Galinhos permanece como uma ferida aberta sendo denunciado pelos os próprios moradores, através das redes sociais e grupos de WhatsApp.
As imagens não me deixam mentir… O solo, a água e o ar estão sendo violentados por resíduos domésticos e industriais, lançados sem controle ou contenção numa área que não deveria sequer existir, mas a dignidade humana, ali, é o primeiro resíduo descartado.
Um morador que não quis de identificar revelou ao blog do JD, que há sem nenhuma dúvida um crime ambiental explicito, “não é possível que o lixão de Galinhos esteja queimando há dias sem parar e sem solução, prejudicando os moradores de Galinhos e Guamaré. Alguém está colocando fogo no lixão, e nenhuma providência ainda foram tomadas pelo o poder público, apesar dos apelos da própria população”. Comentou.
A vulnerabilidade da área onde aconteceu o crime ambiental dificulta a fiscalização. Embora seja possível que pessoas estejam ateando fogo por diversos motivos, há quem afirme que há má-fé envolvida. O relato é grave e merece investigação pelos os órgãos competentes, antes que a situação fique insustentável. Não é natural, nem aceitável, que queimadas e fumaça persistam há dias, principalmente em um local que não deveria haver lixão.
NOTA DO BLOG
A exposição contínua à fumaça tóxica pode provocar sintomas como tosse persistente, dificuldade para respirar, irritações nos olhos e na pele, além de agravar quadros de asma, bronquite e outras doenças pulmonares. Crianças e idosos são especialmente vulneráveis, pois possuem sistemas imunológicos mais frágeis.
A prefeitura de Galinhos chegou a emitir uma nota ainda no mesmo dia 22/01 – informando que: “repudia qualquer ato que cause dano ao meio ambiente, e que possa colocar em risco a saúde da população. Que vem atuando para solucionar este problema histórico na cidade, que vem tomando medidas para sanar os danos causados, que está tomando medidas urgentes para apuração rigorosa os fatos, para identificar os responsáveis e serem responsabilizados”.
Não há em Galinhos um programa de gestão de resíduos, há algum tempo observamos o acúmulo e depósitos indevidos de lixo na área de restinga que deveria ser cuidada e protegida.
Um leitor escreveu em sua rede social que eventos na cidade como o show da banda Grafith, que foi realizado no ultimo dia (01/01/2026), atraiu na ilha uma grande numero de visitantes e turistas incompatível com a capacidade de carga do município, sendo necessários que ações sejam tomadas urgentes para resolver o problema, mas acreditem se quiser… Não foi.
A população de Galinhos e Guamaré merecem esclarecimentos, e medidas urgentes para garantir segurança ambiental e saúde coletiva. Nesta hora de agonia, angústia e sofrimento, uma pergunta se espalha junto com a fumaça tóxica, onde estão neste momento os órgãos fiscalizadores?
Fonte: Blog do JD



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