PREFEITURA DE GALINHOS INICIA RETIRADA E DESTINAÇÃO CORRETA DOS RESÍDUOS SÓLIDOS E DÁ FIM A PROBLEMA HISTÓRICO NA PENÍNSULA

A Prefeitura de Galinhos dá um passo histórico na limpeza urbana e na preservação ambiental: o município iniciou o processo de retirada e destinação correta dos resíduos sólidos, encerrando uma realidade que se arrastou por décadas na península. Pela primeira vez em cerca de 60 anos, o lixo começará a sair de Galinhos seguindo critérios técnicos de transporte e destinação final ambientalmente adequada.

A mudança representa um avanço direto na qualidade de vida da população, com impacto visível no dia a dia: redução de focos de sujeira, diminuição de moscas e mau cheiro, mais saúde pública e mais dignidade para moradores e visitantes.

“Hoje estamos fazendo história em Galinhos. Uma conquista esperada há mais de 60 anos. A partir de agora, nossa coleta passará a recolher os resíduos da península e encaminhá-los para fora do município, garantindo a destinação ambientalmente adequada”, afirmou o prefeito Hudson Matias.

A gestão municipal reforça que a operação marca o início de uma transformação gradual e contínua. “Vamos, aos poucos, reduzir o volume de lixo em nossa Galinhos e em toda a península, até alcançar a eliminação dos impactos que ele provoca. Esse é um dos maiores avanços da nossa história, porque menos lixo significa mais saúde, menos poluição e mais preservação. Cuidar cada vez melhor de Galinhos é um compromisso com o nosso presente e com o nosso futuro”, completou o prefeito.

Para viabilizar o início da operação, a Prefeitura realizou a entrega do maquinário que será utilizado no processo de retirada dos resíduos sólidos. O momento simboliza o começo de uma nova fase: uma Galinhos mais limpa, organizada e alinhada às boas práticas ambientais.

A administração municipal destaca que a medida faz parte de um conjunto de ações planejadas para enfrentar problemas históricos com soluções permanentes, reforçando o compromisso com a saúde pública, o meio ambiente e o desenvolvimento sustentável do município.

Assecom/PMG

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (11), a terceira fase da Operação Barco de Papel, que investiga crimes contra o sistema financeiro relacionados à gestão de recursos da RioPrevidência, fundo de previdência do Estado do Rio de Janeiro.

Segundo a PF, ao chegarem para cumprir mandado de busca e apreensão em um imóvel em Balneário Camboriú, em Santa Catarina, um dos ocupantes do apartamento arremessou pela janela uma mala cheia de dinheiro em espécie. O montante foi recuperado pelos policiais. Além do dinheiro, foram apreendidos dois veículos de luxo e dois smartphones.

Nesta etapa, os agentes cumprem dois mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados nos municípios de Balneário Camboriú e Itapema, em Santa Catarina. As ordens judiciais foram expedidas pela 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, com base em indícios de obstrução de investigações e ocultação de provas.

Na terça-feira (3), o ex-presidente do Rioprevidência Deivis Marcon Antunes foi preso por agentes da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal em Itatiaia, no Sul do Rio de Janeiro, após retornar dos Estados Unidos. Ele é suspeito de obstrução de investigações e ocultação de provas.

O objetivo da nova fase da operação é localizar e recuperar bens, valores e objetos que teriam sido retirados do apartamento do principal alvo da operação, durante a etapa anterior, deflagrada em 23 de janeiro.

A Operação Barco de Papel apura supostas irregularidades na aquisição de letras financeiras emitidas pelo Banco Master, instituição recentemente liquidada pelo Banco Central. De acordo com as investigações, entre novembro de 2023 e julho de 2024, a RioPrevidência teria investido cerca de R$ 970 milhões no banco.

As investigações continuam para apurar responsabilidades e eventual prática de crimes contra o sistema financeiro nacional.

Fonte: g1

A poucos dias do Carnaval de 2026, Guamaré enfrenta uma encruzilhada que vai muito além da festa de rua. De um lado, a tradição do “mela-mela”, que atrai milhares de foliões às ruas do município potiguar para se lambuzar com melaço de cana-de-açúcar. Do outro, um conjunto crescente de evidências científicas, laudos técnicos e até uma investigação informal conduzida por um mergulhador que expõem uma realidade alarmante: os estuários dos rios Aratuá e Miassaba, espinha dorsal da economia local, estão à beira do colapso ambiental.

A questão ganhou contornos dramáticos após a Prefeitura de Guamaré confirmar, em janeiro deste ano, que não apenas manteria o uso do melaço no Carnaval 2026, mas que o ampliaria — isso apesar de quase dois anos de tentativas de diálogo, apresentação de dados técnicos e alertas de que a prática, somada ao esgoto sem tratamento adequado, pode destruir definitivamente o ecossistema estuarino e inviabilizar a carcinicultura, uma das principais atividades econômicas do município.

Diante da inércia do Executivo Municipal, a Camanor protocolou em janeiro de 2026 uma Representação junto ao Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), solicitando intervenção urgente. O caso está sendo conduzido pela 2ª Promotoria de Justiça de Macau, sob a responsabilidade da promotora Dra. Fernanda Bezerra Guerreiro Lobo.

O MPRN oficiou a Prefeitura solicitando esclarecimentos. Até o momento, segundo fontes ligadas ao processo, não há registro de resposta formal por parte do município. O silêncio administrativo evidencia, segundo técnicos e representantes do setor produtivo, o desprezo pelas instituições de controle e pela legalidade.

O advogado Arthur César, que assina a representação protocolada pela empresa Camanor Produtos Marinhos no MPRN contra a Prefeitura de Guamaré em conjunto com a advogada Priscila Cristina, explica a intenções da empresa. “A representação junto ao Ministério Público do Rio Grande do Norte fundamenta-se em provas técnicas irrefutáveis de que os estuários dos Rios Aratuá e Miassaba estão em estado de calamidade ambiental. O estudo da Ekol Consultoria identificou um ‘by-pass’ ilegal na Estação Elevatória do Município de Guamaré, que despeja esgoto bruto diretamente no Rio Miassaba. O Município de Guamaré descumpre o artigo 225 da Constituição Federal e o Marco Legal do Saneamento. Precisamos de uma intervenção imediata do MPRN para suspender essa prática e corrigir o sistema de esgoto, sob pena de comprometermos a carcinicultura regional e a subsistência de centenas de famílias de pescadores.”, diz ele.

O que dizem os estudos técnicos

Diante da ausência de dados oficiais do poder público municipal, a Camanor Produtos Marinhos, empresa de carcinicultura com unidade em Guamaré responsável por centenas de empregos diretos e indiretos, contratou em agosto de 2025 a Ekol Consultoria Ambiental para realizar análises da qualidade da água nos estuários.

Os resultados foram categóricos e alarmantes. O laudo identificou níveis de coliformes termotolerantes de 5.400 NMP/100 ml no Rio Miassaba — valor que supera em mais de 100% o limite estabelecido pela Resolução CONAMA 357/2005. No Ponto 3 de coleta, o excesso de fósforo total (0,22 mg/L) confirmou o aporte contínuo de esgoto e matéria orgânica. Segundo o estudo, os rios já apresentam sinais avançados de eutrofização, processo que leva ao empobrecimento do oxigênio dissolvido na água e à proliferação descontrolada de algas nocivas.

O melaço, subproduto viscoso e escuro da produção de açúcar, é rico em matéria orgânica. Quando despejado nas ruas durante o Carnaval e posteriormente arrastado pelas chuvas ou pela limpeza urbana, escoa pelo sistema de drenagem pluvial e deságua diretamente nos rios. O processo de decomposição dessa matéria orgânica consome rapidamente o oxigênio da água, criando cenários de hipóxia (baixo oxigênio) e anóxia (ausência total de oxigênio), que levam à morte de peixes, camarões e outros organismos aquáticos em questão de horas ou dias.

Mergulhador entra na água e confirma estragos

Se os laudos laboratoriais já eram preocupantes, uma iniciativa inusitada veio a público recentemente e escancarou ainda mais a gravidade da situação. Um mergulhador que atua nos estuários dos rios Aratuá e Miassaba decidiu, por conta própria, realizar coletas de água com georreferenciamento e metodologia declarada ao longo de aproximadamente dez quilômetros, incluindo a Boca da Barra.

O material, divulgado em vídeo, mostra um cenário desolador: presença constante de dejetos, coliformes fecais, esgoto “maltratado” e vazamentos que escorrem pelas ruas e chegam diretamente aos rios. O mergulhador – que se identifica como “Marujo” – faz referência explícita à proximidade da bacia de tratamento da Prefeitura de Guamaré, levantando a suspeita de que a estação não estaria operando de forma adequada — ou sequer regular —, transformando o sistema de saneamento em fonte permanente de contaminação.

“A iniciativa privada e cidadãos comuns assumem custos financeiros e técnicos para produzir dados que deveriam ser públicos, enquanto o poder municipal se mantém reativo, quando não ausente”, aponta um dos relatos técnicos sobre a investigação. “Onde estão os órgãos fiscalizadores? Onde estão o Idema, o Ibama, a Secretaria de Meio Ambiente? Se há licenças vencidas ou falhas operacionais, por que não há ações preventivas, relatórios públicos ou medidas emergenciais?”

O mergulhador descreve ainda um fator crucial: a dinâmica das marés. Nas marés cheias, a maior vazão ajuda a diluir parte da carga poluente. Já nas marés secas, especialmente nas marés grandes, o movimento inverso empurra a contaminação de volta para dentro do estuário, concentrando poluentes e ampliando o risco ambiental e sanitário para a população ribeirinha, pescadores artesanais e trabalhadores da carcinicultura.

Tribuna do Norte

O município de Galinhos alcançou um marco histórico para a educação: a conquista do Selo Ouro na 2ª edição do Selo Nacional Compromisso com a Alfabetização, reconhecimento máximo concedido pelo Ministério da Educação (MEC) a redes públicas que demonstram excelência na alfabetização de crianças até o final do 2º ano do Ensino Fundamental.

A certificação celebra políticas públicas eficazes, planejamento, acompanhamento de resultados e ações que garantem o direito de aprender na idade certa. Para Galinhos, a conquista é motivo de emoção, orgulho e gratidão.

“Ser contemplados com o Selo Ouro é muito mais do que um reconhecimento: é a confirmação de que estamos no caminho certo. Esse selo representa o resultado de um trabalho construído com compromisso, dedicação e responsabilidade, sempre com o olhar voltado para a garantia dos direitos das nossas crianças e adolescentes”, destaca o prefeito Hudson Matias.

A Prefeitura reforça que o resultado é fruto de um trabalho coletivo, construído por toda a rede: profissionais da educação, equipes técnicas, gestores, escolas, famílias e comunidade. “É uma conquista que não pertence a uma única pessoa, mas a todos que caminharam juntos, acreditaram no propósito e não mediram esforços para fazer a diferença”, completa Giselle Moreira, Secretária de Educação e Cultura do Município.

O que é o Selo Ouro Criança Alfabetizada

O Selo Ouro Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA) é o reconhecimento máximo do MEC a municípios e estados que se destacam no compromisso com a alfabetização na idade certa, certificando redes que alcançam alto desempenho e apresentam políticas estruturadas para garantir aprendizagem com equidade.

Entre os principais pontos do selo, estão:

Garantia da alfabetização até o final do 2º ano do Ensino Fundamental;

Recomposição da aprendizagem de crianças do 3º ao 5º ano impactadas pela pandemia;

Cumprimento de metas e monitoramento contínuo dos resultados;

Formação continuada de professores, uso de materiais estruturados e organização pedagógica;

Classificação por categorias (Bronze, Prata e Ouro), sendo o Ouro destinado às redes com desempenho mais elevado, com pontuação entre 85 e 100 no indicador do programa.

Assecom/PMG

Acabou o suspense! Em meio a muita expectativa, a Prefeita de Alto do Rodrigues, Dra. Raquel Lemos, lançou oficialmente a programação dos 63 anos de Emancipação Política do município, neste domingo, 8 de fevereiro.

A festa terá o ponta pé na sexta-feira, 27 de março, com uma abertura em grande estilo. A primeira noite contará com os shows de Vé Barretto, Raynel Guedes, Kadu Martins e da consagrada banda Calcinha Preta, prometendo um público recorde e muita emoção.

No sábado, 28 de março, é dia do tradicional Alto Folia, que toma conta das ruas da cidade com muita animação ao som de Kiko Chicabana e Edcity Fantasmão, mantendo o clima de alegria e celebração.

Para o domingo, 29 de março, último dia de festa, a programação traz uma grande novidade: duas bandas no trio elétrico: Dan Ventura comanda o início do arrastão e a banda Grafith encerra as comemorações.

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) emitiu recomendações buscando garantir a segurança e a tranquilidade para o Carnaval 2026 em seis municípios potiguares. As orientações abrangem Ielmo Marinho, Macau, Guamaré, Galinhos, Ipanguaçu e Itajá. O objetivo central é compatibilizar os festejos com a capacidade operacional da Polícia Militar.

Dessa forma, as medidas visam garantir a segurança pública e o sossego da população.
Os horários limites para o término das festas, por exemplo, devem ser fixados para cada localidade. A recomendação destinada a Ielmo Marinho orienta que o encerramento da festa seja feito até às 3h. O mesmo para o município de Itajá. Por outro lado, em Ipanguaçu, as festividades devem acabar à meia-noite. Esses horários preveem uma tolerância máxima de 30 minutos para dispersão. A padronização de horários é essencial para facilitar o emprego da tropa policial.

Segurança pública

A logística de segurança motivou diversas exigências ministeriais. Em Macau, Guamaré e Galinhos, a recomendação orienta que as Prefeituras forneçam hospedagem e alimentação aos policiais. Além disso, o transporte das forças de segurança deve ser garantido pelos gestores municipais. Nessas cidades, não foi orientado um horário para o fim das festividades. Mas, a Promotoria indicou que as Prefeituras definam, organizem e comuniquem com antecedência os horários de início e término das festividades por meio de Decreto ou ato normativo próprio. A medida visa auxiliar o trabalho das forças de segurança.

Poluição sonora

O controle da poluição sonora também recebeu destaque nos documentos. Em Macau, festas privadas nas vias públicas devem encerrar junto com os eventos oficiais. A infraestrutura e a limpeza urbana também foram abordadas nas recomendações. O município de Ielmo Marinho precisa disponibilizar banheiros químicos em locais estratégicos. Posteriormente, a limpeza do local deve ocorrer no dia seguinte sem atrapalhar os moradores. Já em Ipanguaçu e Itajá, a remoção de resíduos deve ser feita em até quatro horas.

Saúde Pública

Questões de saúde pública e proteção à infância integram as medidas. As cidades de Ipanguaçu e Itajá devem manter equipes de saúde e ambulâncias de plantão. Paralelamente, é necessária a fiscalização rigorosa contra a venda de álcool para menores. Tais ações buscam prevenir riscos à coletividade durante os eventos.

As administrações municipais devem formalizar essas regras juridicamente. É necessário publicar decretos ou atos normativos com os horários e normas definidos. O descumprimento pode levar à adoção de medidas judiciais cabíveis.

Confira a íntegra das recomendações:

Ielmo Marinho
Ipanguaçu e Itajá
Macau, Guamaré e Galinhos

MPRN

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